Depoimento de um cliente sobre o seu desenvolvimento na psicoterapia

Depoimento de um cliente sobre o andamento de sua psicoterapia.

O nome desse cliente foi alterado para preservar sua identidade. O texto foi publicado com plena autorização do cliente.

 

 

Oi, Roque. Tudo bem ?

Prefiro escrever como se estivesse na sua sala de atendimento, de forma espontânea e livre.

Cheguei aí por conta de muitas inseguranças que carregava ou ainda carrego comigo. A primeira foi a insegurança financeira, achando que todos os problemas que me ocorriam eram dessa natureza.

Posso dizer que conquistei muitas coisas, lembro da primeira história que me contou sobre o asiático que queria ser samurai, algo assim. O mestre lhe disse : ‘somente começará as aulas depois que conhecer-te.’ Foi isso que conquistei, me conheci. « eu não estou aqui para colocar “chantili no coco” ». Muito bom, Roque !!  É isso mesmo.

Ganhei muito, e ainda ganho convivendo com você. Primeiro, acredito que você foi o primeiro homem que tive uma conversa de homem. Pode parecer estranho, mas até então, conversava sobre meus problemas somente com mulheres, mesmo com as psicólogas.

Aprendi a me cobrar menos, a me aceitar do jeito que sou. Com o tratamento , eu comecei a ver minhas sombras e gostei muito do processo. Muitas vezes sai do seu consultório sem mesmo saber o que estava fazendo, se estava andando, se estava pensando. A terapia é muito profunda, se pudesse, na verdade, se quisesse permanecer em São Paulo, com toda certeza, eu não teria parado esse processo tão cedo.

O que poderei dizer de sua sensibilidade não « estudada », sensibilidade mediúnica espiritual, adquirida fora das aulas da faculdade. Me identifico muito com suas pinturas mediúnicas, com as plantas, com os instrumentos, com todo o ambiente. Me identifico também com suas companhias, tão especiais, tão sábias. Somos atraídos por aquilo que somos.

Chão, base, alicerce, eixo, palavras que eu até o começo da terapia não faziam muito sentido para mim. Gosto muito disso, hoje procuro muito me relacionar com elas.

Posso dizer que ganhei uma imagem de um homem adulto que perdi aos 6 anos a referência. Você não é meu pai, sim, concordo. Porém, há mais de 21 anos, eu não tinha alguém para me olhar no olho e dizer que estava tudo bem. Mãe é mãe, pai é pai. A ausência deles, por diferentes motivos, me deixaram sem base, confesso. Tenho que falar a verdade, não é? Sim, tenho que ser honesto. A mãe trabalhadora que me sustenta infelizmente não pôde ser a mesma mãe que uma criança necessita.

Ganhei um amigo que tem um gênio forte e um senso de humor muito forte. Dei muitas risadas no consultório. Obrigado por confiar em mim seu lado criativo e espontâneo.

Ganhei confiança em mim mesmo. Quantos mergulhos à caverna gostaria de dar. Quantos exercícios de auto conhecimento que adoraria ser exposto novamente. O que mais me marcou foi o das cadeiras, da venda, onde eu não podia andar sozinho e você me conduziu pegando em minha mão. Não sei se tenho muitas memórias com meus pais fazendo isso comigo. Até hoje sinto muita vergonha de tocar em alguém, principalmente andar de mão dada com alguém.

Ganhei realidade, sinceridade, verdade, compromissos comigo mesmo, de me fazer feliz e de me sentir bonito, inteligente, capaz de realizar o que quero para a minha vida.

Ganhei, ganhei, ganhei, deixa eu ver, ganhei uma referência que adoraria me tornar aos cinquenta. Sua paciência, seu olhar sobre as coisas, sua forma de conduzir a terapia são ótimos exemplos que quero ter. Sabe? Eu converso muito com minha criança interna por sua causa. E na minha cabeça, seria eu como se fosse o meu filho. Então, quado tenho problemas, estou inseguro, puto, digo : « calma, filho ». Fico imaginando as inseguranças que meu filho poderia ter e já ensaio uma fala. Na verdade, já vivo o pai da minha própria criança. Sempre quis que alguém me abraçasse e me dissesse que eu era especial, que eu era bonito, que eu era bem-vindo, amado, acolhido, especial, enfim. Então, eu digo para a criança interna.

Ela gosta, eu gosto, gostamos. Eu ganhei muito, e não há preço que pague o seu trabalho, Roque. Você me trouxe de volta ao meu eixo, a minha natureza, você me ajudou e ainda ajuda no meu despertar.

Eu escolhi viver da escrita, pois gosto de observar os humanos, gosto de conviver com eles e trocar experiências. Claro que não haverá um personagem chamado Roque, mas quem sabe não apareça em minha obra um sábio, um homem de bom coração, xamânico, que desperta os outros personagens. Prometo não reproduzir nada do que me foi passado. Será uma criação literária, porém a inspiração será humana.

Eu ganhei eu mesmo. Isso é muito importante. Estou em paz comigo, apesar de sempre querer mais. Seu tratamento preencheu muitas lacunas que estavam sem atenção, sem amor, eu diria.

Se eu plantar amor nos meus problemas, eu terei força para reconhecê-los e trazê-los para perto de mim. Assim, nos reconheceremos como um único ser.

Eu espero do tratamento mais mergulhos internos, mais reflexões sobre o que me define. Não tenho nada a acrescentar, Roque, você faz isso muito bem e conduz os trabalhos muito bem.

Se puder me ajudar a fazer mais mergulhos internos para eu conhecer mais e mais minhas sombras, rever minha infância, me reconhecer como uma fonte de luz e de criação divina esta ótimo.

Fica com Deus.

Abraço

Bruno S.

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